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Projeção inédita “AKOMA” no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo: memórias afro-latinas em vídeo mapping

Nos dias 24 e 25 de janeiro de 2025, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo foi palco de uma experiência audiovisual única, com a estreia da projeção em vídeo mapping “AKOMA” do Coletivo Coletores, composto pelos artistas premiados Flávio Camargo e Toni Baptiste, vencedores do PIPA 2022. Este evento, que ocorrerá nas duas noites, promete transformar a fachada do museu em uma tela viva, trazendo à tona as memórias apagadas e as histórias de resistência afro-latinas que marcaram a luta pelos direitos humanos e pela preservação da memória histórica.

A exibição será realizada em cinco sessões diárias, com duração de 15 minutos cada, entre 19h30 e 21h30. Usando a arquitetura monumental do Museu Afro Brasil como suporte, o Coletivo Coletores transforma o próprio edifício em parte essencial da narrativa, sublinhando a ideia de que memória e história podem ser projetadas de forma dinâmica e envolvente. Em “AKOMA”, a arquitetura não apenas recebe a obra, mas interage com ela, tornando-se um elemento ativo na representação da resistência e da luta por visibilidade histórica de figuras afro-latinas fundamentais.

A Narrativa Espiral de “AKOMA”

Coletivo Coletores apresenta videomapping no Museu Afro Brasil Emanoel  Araujo - ArteRef

O título “AKOMA” é uma referência ao símbolo africano que representa o coração, o sentimento e o pensamento. A obra do Coletivo Coletores utiliza esse símbolo para criar uma narrativa espiral, onde personagens e eventos históricos se entrelaçam, recontando momentos de luta e resistência. Personalidades como Tereza de Benguela, Maria Felipa e a Revolta dos Búzios ganham vida na projeção, amplificando suas histórias de resistência através da arte digital. A narrativa busca não apenas reviver essas figuras históricas, mas também refletir sobre o impacto duradouro da resistência e da luta pelo direito à memória e à identidade.

A projeção é estruturada a partir de uma pesquisa de cinco anos do Coletivo Coletores, que, ao longo desse tempo, explorou as complexas histórias de figuras e movimentos que são essenciais para a compreensão da resistência afro-brasileira e afro-latina. A obra transcende o simples ato de contar histórias: ela transforma o espaço físico do museu, levando o público a se conectar com as narrativas de uma forma visceral, como se a própria arquitetura fosse um veículo para a memória viva.

A Importância Cultural e Social de “AKOMA”

A concepção de “AKOMA” foi premiada pela Lei Paulo Gustavo, uma iniciativa que visa incentivar produções culturais e artísticas que dialoguem com questões sociais contemporâneas. Esse reconhecimento reforça a relevância da obra não só no circuito da arte contemporânea, mas também em sua capacidade de dialogar com as questões sociais e culturais mais amplas da sociedade brasileira e latino-americana. O projeto surge não apenas como uma manifestação artística, mas como um ato de resistência cultural e de visibilidade para histórias muitas vezes silenciadas.

A parceria entre o Coletivo Coletores e o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, iniciada em 2023, foi marcada pela criação de um edital voltado à ativação da fachada do museu. Esse convite se tornou uma plataforma para a produção de obras que se utilizam das mídias digitais em diálogo com a arquitetura, criando um novo modelo de interação entre arte, público e espaço.

Uma Experiência Imersiva de Arte e Memória

Nos dias 24 e 25 de janeiro de 2025, o Museu Afro Brasil se transforma em  uma tela viva com AKOMA, uma obra audiovisual que mistura vídeo mapping,  cinema e arte pública,

Com a projeção de “AKOMA”, o público é convidado a experimentar a arte de uma forma imersiva e sensorial. A obra não é apenas um espetáculo visual, mas uma jornada emocional e intelectual, que exige a participação ativa do espectador na construção do entendimento e da reflexão sobre as questões abordadas. A fachada do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, com sua arquitetura imponente, torna-se, assim, a tela viva onde as memórias afro-latinas são projetadas, ressignificadas e eternizadas, garantindo que as histórias de resistência e luta não sejam esquecidas.

Este evento marca um momento significativo para a arte no Brasil, sendo uma oportunidade única de vivenciar uma obra inovadora que celebra a força da memória e da cultura afro-latina. Se você estiver em São Paulo, não perca essa chance de ser parte dessa experiência transformadora e de refletir sobre a importância de manter vivas as narrativas que moldam nossa história coletiva.

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