MAM Rio reabre Bloco de Exposições com a mostra ‘Formas das águas’
Após oito meses fechado para reformas, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) reabre seu Bloco de Exposições com a aguardada mostra “Formas das águas”. A exposição, que acontece de 25 de janeiro a 1 de junho de 2025, tem curadoria de Pablo Lafuente e Raquel Barreto e propõe um olhar histórico, poético e especulativo sobre a Baía de Guanabara e suas águas. A reabertura reforça o compromisso do MAM em oferecer ao público um espaço revitalizado, acessível e dinâmico para a apreciação da arte contemporânea.
História e arquitetura do MAM Rio
O MAM foi fundado em 1948, inicialmente sediado no edifício do Banco Boavista. Em 1952, iniciou a construção de sua sede definitiva, com projeto arquitetônico de Affonso Eduardo Reidy e paisagismo de Roberto Burle Marx. O conjunto arquitetônico do museu é composto por três edificações: o Bloco de Exposições, o Auditório e o Bloco Escola.
Seguindo a corrente racionalista, a arquitetura do MAM destaca-se pela limpeza e praticidade das formas, com estruturas vazadas e aparentes que reforçam a transparência e integração com a paisagem. Reidy projetou o edifício de maneira a dialogar com o entorno, permitindo uma vista privilegiada da Baía de Guanabara, que se torna um elemento central da experiência museológica.
A exposição ‘Formas das águas’
Em um momento em que a consciência da emergência climática exige uma reavaliação da relação entre humanidade e meio ambiente, “Formas das águas” toma a Baía de Guanabara como ponto de partida para reflexões sobre o fluxo da história e a conexão entre passado e presente. A água surge como metáfora e método, e os fluxos da baía inspiram os percursos da exposição.
Com obras de 14 artistas de diferentes gerações e localidades, a mostra reúne imagens, narrativas e experiências que evocam a relação da cidade com sua paisagem aquática. Entre os artistas participantes estão Agrade Camíz, Aline Motta, Amelia Toledo, Arthur Bispo do Rosário, Artur Barrio, Emilia Estrada, Isa do Rosário, Jota Mombaça, Laís Amaral
, Lia Mittarakis, Nádia Taquary, Renata Tupinambá, Sandra Cinto e Siwaju.
A disposição do espaço expositivo é atravessada por plataformas de passagem e pontos de observação, criando conexões entre as obras e propondo diferentes trajetórias para os visitantes. Dessa forma, a exposição convida o público a refletir sobre modos alternativos de existência e circulação, tanto no espaço físico quanto no tempo histórico.
O novo momento do MAM
A reabertura do Bloco de Exposições se soma a outras iniciativas que reafirmam o MAM como um espaço cultural vivo e em constante renovação. Entre elas, destacam-se os Super Sábados, evento mensal gratuito que promove atividades artísticas e culturais ao ar livre, e a reabertura da Cantina do MAM, tradicional ponto de encontro reformulado como café e bar de vinhos.
Além disso, ainda no primeiro semestre de 2025, o museu concluirá outra importante etapa de sua revitalização: a reabertura da Cinemateca do MAM, totalmente modernizada com novo projetor digital 4K, sistema de som aprimorado e melhorias na acessibilidade.
Com espaços renovados e uma programação diversificada, o MAM reforça sua missão de conectar arte, cidade e público. “Formas das águas” oferece uma experiência sensorial e reflexiva sobre a paisagem carioca e seus fluxos, convidando visitantes a explorar novas formas de interação com a arte e com o mundo ao seu redor. A reabertura do Bloco de Exposições celebra não apenas uma nova fase do museu, mas também o potencial transformador da arte na sociedade contemporânea.